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Set 10

10 motivos para ir ao show do Black Alien

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O ano era o de 2004 ninguém viu de onde veio a pedrada, mas sentiu que nada mais seria igual na história do rap nacional com a chegada de Babylon By Gus - Volume 1 - O Ano do Macaco.

Primeiro filho de Gustavo, Black Alien, Mr.Niterói, Mista Black ou apenas Gus, o álbum gravado em praticamente 1 mês completa dez anos de existência nessa semana com direito a show de comemoração.

Se liga nos 10 motivos para não perder essa festa!

1 - As letras desse clássico são tão atuais que nem dá pra acreditar que Babylon By Gus é de 10 anos atrás.

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2 - Foi o primeiro trabalho solo do Black Alien, que antes passou pelo Planet Hemp e fez parcerias monstras com Sabotage e Speed Freaks.

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3 - No show irão rolar TODOS os sons e na sequência do CD.

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4 - Gustavo é do RJ, então nem sempre existe a oportunidade de ver um show do cara por aqui.

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5 - Babylon By Gus é considerado um dos melhores discos do Rap Nacional.

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6 - Mr. Black agrada desde a galera que conheceu seu som na novela até à velha escola do Rap.

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7 - O Basa estará no palco!

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8 - Os shows do Gustavo são sempre diferentes, o cara é imprevisível, então não dá pra ter ideia do que esperar.

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9 - Nesse ano sai o Babylon By Gus Vol. II (reza a lenda), então é uma das últimas chances pra curtir todas as músicas d’O Ano do Macaco ao vivo.

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10- Dá pra dizer mais 10 motivos de tão boa que tá essa história toda. Será que vai rolar assim mesmo? Só indo pra conferir.

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Saca como foi o último show do cara no Cine Jóia:

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Black Alien no Cine Jóia
Quando?
 dia 11 de setembro, quinta, 21h (Abertura dos portões)
Onde? Praça Carlos Gomes, 82 - Liberdade, São Paulo - SP
Quanto? 1º Lote Pista: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia-entrada) 
                2º Lote Pista: R$ 60,00 (inteira) | R$ 30,00 (meia-entrada) 
                3º Lote Pista: R$ 60,00 (preço único) 

               INGRESSOS ESGOTADOS!

Mais informações no site do evento.


Ordem Natural

Gato Congelado e Lumbriga, lendários ex-membros dos grupos Quinto Andar e Subsolo, liberaram recentemente 2 faixas de seu novo projeto, o espiritualizado Ordem Natural. A breve história do projeto, que conta também com o DJ Mako (Elo da Corrente) e Marcelo Munari (Instituto) foi contada na fanpage do duo:


"Amigos, desde 2004 Gato Congelado e eu estamos trabalhando em nosso disco. Em 2009 DJ Mako e Marcelo Munari passaram a integrar nosso time. Finalmente terminamos. Nesse momento nossas bolachas em parceria com a LoopPlay estão no forno e o CD também! Com muito amor apresentamos a vocês: www.ordemnatural.com


Nas faixas liberadas, Quanto Pesa e Ordem Natural, as letras denotam uma busca pela chamada expansão de consciência e dialogam com o auto-conhecimento e a transcendência sem tirar o pé do contexto urbano. A produção apresenta um misto entre uma estética etérea, quase ambiental, e uma certa sonoridade underground que remete aos projetos anteriores da dupla. Vale ouvir!

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Ordem Natural
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Lurdez da Luz e sua Gana Pelo Bang, por Lilian Januario.
Lurdez da Luz lançou no último dia 20 seu segundo disco solo, Gana Pelo Bang. Lurdez, que já foi integrante do Mamelo Sound System, colaborou na entressafra com a Banda Aláfia  e formou nova dupla com Marietta Vital, o Mercurias. Mais do que uma multi-artista, a MC é eclética e seu novo trabalho aponta isso com as diversas influências que vão do rap ao melhor da black music. 
Seu show de lançamento contou com banda completa no palco, além das participações de Marietta , Fael Primeiro, Raphão Alaafin e Fall Classico, trazendo um grave pesado aos sons "D.R"  e “Mama Drama”, no geral, traduzindo bem a energia do disco. Para quem ainda não teve a oportunidade de conferir Gana Pelo Bang, também não faltaram no palco hits como “Andei”, “Levante” e “Ziriguidum”.
A MC se apresentou com um figurino de responsa: um macacão preto e dourado com um mega laço na altura do busto (da marca Á dor amores) e viseira com correntes, que não esconderam o talento da cantora também no quesito estilo. Sem sombra de dúvida, o look estava em sincronia com o espírito psicodélico de Gana Pelo Bang.
O show aponta que Lurdez retornou à cena com força e, além do disco, premiou os fãs com camisetas vendidas em seus shows. Se você ainda não teve a oportunidade de ouvir o novo trabalho, corra agora para seu serviço de streaming de música preferido, como o Rdio ou Deezer, e confera o trabalho na integra. Gostou e quer baixar? Vá ao site One Rpm.Estilo
Quem esteve no show também não deixou o visual a desejar. Confira!
Renata e seu black incrível e platinado
Flávia Durante e seu vestido com estampa de vinil
Jéssica se jogou no cropped
Camisetas Gana pelo Bang

Lurdez da Luz e sua Gana Pelo Bang, por Lilian Januario.

Lurdez da Luz lançou no último dia 20 seu segundo disco solo, Gana Pelo Bang. Lurdez, que já foi integrante do Mamelo Sound System, colaborou na entressafra com a Banda Aláfia  e formou nova dupla com Marietta Vital, o Mercurias. Mais do que uma multi-artista, a MC é eclética e seu novo trabalho aponta isso com as diversas influências que vão do rap ao melhor da black music.

Seu show de lançamento contou com banda completa no palco, além das participações de Marietta , Fael Primeiro, Raphão Alaafin Fall Classico, trazendo um grave pesado aos sons "D.R"  e “Mama Drama”, no geral, traduzindo bem a energia do disco. Para quem ainda não teve a oportunidade de conferir Gana Pelo Bang, também não faltaram no palco hits como “Andei”, “Levante” e “Ziriguidum”.

A MC se apresentou com um figurino de responsa: um macacão preto e dourado com um mega laço na altura do busto (da marca Á dor amores) e viseira com correntes, que não esconderam o talento da cantora também no quesito estilo. Sem sombra de dúvida, o look estava em sincronia com o espírito psicodélico de Gana Pelo Bang.

O show aponta que Lurdez retornou à cena com força e, além do disco, premiou os fãs com camisetas vendidas em seus shows. Se você ainda não teve a oportunidade de ouvir o novo trabalho, corra agora para seu serviço de streaming de música preferido, como o Rdio ou Deezer, e confera o trabalho na integra. Gostou e quer baixar? Vá ao site One Rpm.

Estilo

Quem esteve no show também não deixou o visual a desejar. Confira!

imageRenata e seu black incrível e platinado

imageFlávia Durante e seu vestido com estampa de vinil

imageJéssica se jogou no cropped

imageCamisetas Gana pelo Bang


Elo da Corrente lança o seu novo disco “Cruz” - por Robson Assis
"eu me permito viajar / pelas frequências do som / e no quadro que aqui vou pintar / cada cor é um tom"
Cruz é o novo disco do Elo da Corrente como frisamos aqui na última semana durante aquela audição manera para convidados. Pois aqui vão alguns disparos, pensamentos e constatações sobre o disco que vai ser lançado agora neste começo de setembro.
Em um trabalho explicitamente bem escrito, “Cruz” não conta histórias, mas destrincha os sentimentos, dichava a vida. Traz a agressividade ponderada nos passos de uma galera que nasceu para elevar a essência do rap feito no Brasil. Com rimas cabulosamente literárias e imagens bem construídas gingando por cima de um tapete monocromático de batidas precisas e feitas por um time de classe que traz Arthur Verocai, Lucio Maia, Mauricio Takara e tanta gente de garbo e elegância, o disco chega às ruas cumprindo toda uma certa responsabilidade.
O álbum celebra com chave de ouro um fim de hiato em que o grupo se encontrava desde 2009 quando saiu o não menos excelente “O Sonho Dourado da Família”. Num ambiente foda, tenho escutado este disco à exaustão, como se minha vida dependesse disso e posso dizer que quando algum dos exímios colaboradores deste site presente na audição disse algo sobre a experiência musical que este disco proporciona, acabou por definir a parada: "Cruz" é sobre a experiência. Um disco calmo, embora denso e até um tanto melodicamente complexo, foi feito para você relaxar ouvindo uma construção poética de notável esmero, com a dedicação de quem sabia que estava por lançar um disco marcante para o rap, para a própria carreira.
Em construções musicalmente cabulosas, Cruz traz dez canções com mixagem do Fernando Sanches do El Rocha e masterização do Dave Cooley (Common, Madlib e J-Dilla) no Elysian Masters de Los Angeles.
Acho que a grande sacada de “Cruz” é a exaltação à música de raízes africanas e característicamente brasileira de maneira não escrachada, sem apelos, muito pelo contrário: cada beat traz uma alma particular, única, de acentuada personalidade. Não me entenda errado: neste disco, Pitzan, Caio, PG e companhia não fazem exatamente uma homenagem, mas criam um trabalho contemporâneo único e desenvolvido com o melhor da música instrumental feita por aqui em um rap cheio de marra, personalidade forte e suíngue (tem que ter, né?).
Faixa a faixa, Rima a rima
O novo disco do Elo da Corrente abre com a elegância de “Sobre o infinito e outras coisas”, mantém uma sequência pesada em “Ave Liberdade” e o mood imagético de “Memórias” e “Naja” que traz talvez o trecho mais legal do disco (um dos trechos que mais me pegou, pelo menos):
"A reza que ninguém enxerga toda manhã
A regra da viagem: não morder a maçã
Atesta que o momento é muito mais que a vã
Filosofia de tentar mudar o mundo amanhã”
Na sequência, “Cruz” vem em clima de paz e diz como “a verdade é uma terra sem caminhos”, outra expressão linda deste trampo.
Em seguida, duas empolgantes: “Salutaris” com a participação de Rodrigo Brandão e “Alegria”, a sétima das dez canções num clima pop, dançante, otimista, dando espaço para “Batucada Fantástica”, que arrisco dizer ser a melhor do disco.
"Tríade" começa o encerramento do disco com um trecho de Drummond himself recitando trechos de seu belíssimo poema "Mãos Dadas". O disco finaliza com "Koan" que tem um um clima de roll credits para dar o ponto final deste LP monstro.Agora ouça Cruz, de Elo da Corrente:

Compre o vinil por R$ 50 (em São Paulo):
Locomotiva DiscosLojas 8 e 51 - R. Barão de Itapetininga, 37 - República, São Paulo - (11) 3257-5938
BeatzLoja 16 - Av. São João, 439 - Centro, São Paulo - (11) 3333-3170
Promo Only DJSRua 24 De Maio 116 - Rua Alta - Loja 37 - Sao Paulo - (11) 3337-2079
Flórida RecordsRua 24 de Maio - 116 , Loja 7 - São Paulo - (11) 3337 8597
Colex OficialRua 24 de maio, 116 loja 33 térreo - São Paulo - (11) 3224-9730
Big Papa RecordsR. Sete de Abril, 154 - República, São Paulo - (11) 3237-0176Compre também o disco Cruz no iTunes ou requisitando pelo e-mail elodacorrente@gmail.com.

Elo da Corrente lança o seu novo disco “Cruz” - por Robson Assis

"eu me permito viajar / pelas frequências do som / e no quadro que aqui vou pintar / cada cor é um tom"

Cruz é o novo disco do Elo da Corrente como frisamos aqui na última semana durante aquela audição manera para convidados. Pois aqui vão alguns disparos, pensamentos e constatações sobre o disco que vai ser lançado agora neste começo de setembro.

Em um trabalho explicitamente bem escrito, “Cruz” não conta histórias, mas destrincha os sentimentos, dichava a vida. Traz a agressividade ponderada nos passos de uma galera que nasceu para elevar a essência do rap feito no Brasil. Com rimas cabulosamente literárias e imagens bem construídas gingando por cima de um tapete monocromático de batidas precisas e feitas por um time de classe que traz Arthur Verocai, Lucio Maia, Mauricio Takara e tanta gente de garbo e elegância, o disco chega às ruas cumprindo toda uma certa responsabilidade.

O álbum celebra com chave de ouro um fim de hiato em que o grupo se encontrava desde 2009 quando saiu o não menos excelente “O Sonho Dourado da Família”. Num ambiente foda, tenho escutado este disco à exaustão, como se minha vida dependesse disso e posso dizer que quando algum dos exímios colaboradores deste site presente na audição disse algo sobre a experiência musical que este disco proporciona, acabou por definir a parada: "Cruz" é sobre a experiência. Um disco calmo, embora denso e até um tanto melodicamente complexo, foi feito para você relaxar ouvindo uma construção poética de notável esmero, com a dedicação de quem sabia que estava por lançar um disco marcante para o rap, para a própria carreira.

Em construções musicalmente cabulosas, Cruz traz dez canções com mixagem do Fernando Sanches do El Rocha e masterização do Dave Cooley (Common, Madlib e J-Dilla) no Elysian Masters de Los Angeles.

Acho que a grande sacada de “Cruz” é a exaltação à música de raízes africanas e característicamente brasileira de maneira não escrachada, sem apelos, muito pelo contrário: cada beat traz uma alma particular, única, de acentuada personalidade. Não me entenda errado: neste disco, Pitzan, Caio, PG e companhia não fazem exatamente uma homenagem, mas criam um trabalho contemporâneo único e desenvolvido com o melhor da música instrumental feita por aqui em um rap cheio de marra, personalidade forte e suíngue (tem que ter, né?).

Faixa a faixa, Rima a rima

O novo disco do Elo da Corrente abre com a elegância de “Sobre o infinito e outras coisas”, mantém uma sequência pesada em “Ave Liberdade” e o mood imagético de “Memórias” e “Naja” que traz talvez o trecho mais legal do disco (um dos trechos que mais me pegou, pelo menos):

"A reza que ninguém enxerga toda manhã

A regra da viagem: não morder a maçã

Atesta que o momento é muito mais que a vã

Filosofia de tentar mudar o mundo amanhã”

Na sequência, “Cruz” vem em clima de paz e diz como “a verdade é uma terra sem caminhos”, outra expressão linda deste trampo.

Em seguida, duas empolgantes: “Salutaris” com a participação de Rodrigo Brandão e “Alegria”, a sétima das dez canções num clima pop, dançante, otimista, dando espaço para “Batucada Fantástica”, que arrisco dizer ser a melhor do disco.

"Tríade" começa o encerramento do disco com um trecho de Drummond himself recitando trechos de seu belíssimo poema "Mãos Dadas". O disco finaliza com "Koan" que tem um um clima de roll credits para dar o ponto final deste LP monstro.

Agora ouça Cruz, de Elo da Corrente:

Compre o vinil por R$ 50 (em São Paulo):

Locomotiva Discos
Lojas 8 e 51 - R. Barão de Itapetininga, 37 - República, São Paulo - (11) 3257-5938

Beatz
Loja 16 - Av. São João, 439 - Centro, São Paulo - (11) 3333-3170

Promo Only DJS
Rua 24 De Maio 116 - Rua Alta - Loja 37 - Sao Paulo - (11) 3337-2079

Flórida Records
Rua 24 de Maio - 116 , Loja 7 - São Paulo - (11) 3337 8597

Colex Oficial
Rua 24 de maio, 116 loja 33 térreo - São Paulo - (11) 3224-9730

Big Papa Records
R. Sete de Abril, 154 - República, São Paulo - (11) 3237-0176

Compre também o disco Cruz no iTunes ou requisitando pelo e-mail elodacorrente@gmail.com.


Ana Tijoux vem ao Brasil para duas apresentações
MC chilena faz show na CCJ e participa da oitava edição do Festival Contato 
Desde 1997 fortalecendo o rap latino-americano, a chilena Ana Tijoux volta ao Brasil para duas apresentações em São Paulo. Armada de um repertório que vai da política à família, A MC passa por temas como a mobilização estudantil no Chile e a maternidade, que recebem uma leitura inteligente e muito própria, rendendo rimas que nos ajudam a compreender temas globais. Seus beats, ao longo do tempo, tomaram um curso mais orgânico, culminando com seu último LP, Vengo, que explora sonoridades dos índios mapuche.
Se você perdeu a passagem anterior de Ana Tijoux pelo país, essa será a oportunidade perfeita para conhecer o trabalho de uma das principais MCs da América Latina, que inclusive foi indicada a um prêmio Grammy no ano de 2012. Anote na agenda: o show rola em setembro, dia 9, no Centro Cultural da Juventude, em São Paulo.
Imperdível.

Ana Tijoux no CCJQuando? dia 14 de setembro, domingo, 19h Onde? Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Limão, São Paulo/SP F: (11) 3984-2466Quanto? De graça e livre para todos os públicos
Fique de olho que Ana Tijoux se apresentará no dia 13 de setembro no 8° Festival Contato, em São Carlos, São Paulo, no mesmo dia de Carol Konká e Miss Bolívia.
Informações no site do evento.
MAIS:Ouça A Tribe Called Quest e Anita Tijoux, “1nce Again” 

Ana Tijoux vem ao Brasil para duas apresentações

MC chilena faz show na CCJ e participa da oitava edição do Festival Contato 

Desde 1997 fortalecendo o rap latino-americano, a chilena Ana Tijoux volta ao Brasil para duas apresentações em São Paulo. Armada de um repertório que vai da política à família, A MC passa por temas como a mobilização estudantil no Chile e a maternidade, que recebem uma leitura inteligente e muito própria, rendendo rimas que nos ajudam a compreender temas globais. Seus beats, ao longo do tempo, tomaram um curso mais orgânico, culminando com seu último LP, Vengo, que explora sonoridades dos índios mapuche.

Se você perdeu a passagem anterior de Ana Tijoux pelo país, essa será a oportunidade perfeita para conhecer o trabalho de uma das principais MCs da América Latina, que inclusive foi indicada a um prêmio Grammy no ano de 2012. Anote na agenda: o show rola em setembro, dia 9, no Centro Cultural da Juventude, em São Paulo.

Imperdível.

Ana Tijoux no CCJ
Quando?
dia 14 de setembro, domingo, 19h 
Onde? Av. Dep. Emílio Carlos, 3641 - Limão, São Paulo/SP F: (11) 3984-2466
Quanto? De graça e livre para todos os públicos

Fique de olho que Ana Tijoux se apresentará no dia 13 de setembro no 8° Festival Contato, em São Carlos, São Paulo, no mesmo dia de Carol Konká e Miss Bolívia.

Informações no site do evento.

MAIS:
Ouça A Tribe Called Quest e Anita Tijoux, “1nce Again” 


Rincón Sapiência lança clipe de “Coisas de Brasil”
Novo vídeo ilustra o melhor do Brasil na visão do MC
Se você estava sentindo falta da presença do MC Manicongo no seu player, uma novidade fresca: a música “Coisas de Brasil” ganha videoclipe, chegando logo depois de “Profissão Perigo”, ambas presentes no EP SP Gueto BR.
Dessa vez, Rincón Sapiência se junta novamente à produtora Porqueeu Conceito e Conteúdo, a mesma responsável por “Elegância”, o grande hit do MC, que inclusive ganhou indicação no VMB da MTV de 2010. Quem dá ritmo às imagens em sincronia às batucadas de “Coisas de Brasil” é Luba Construktor aka DJ A.S.M.A. que, a propósito, executou a função com maestria.
Seguindo a ideia do tema da música, o clipe passei pela diversidade brasileira, de norte a sul, buscando a ‘real das ruas’ e fugindo dos clichês vendidos pela TV, servindo como uma verdadeira anti-propagando ao costume do brasileiro em aceitar o que vem de fora como melhor em detrimento do que há de bom no seu próprio quintal. 
Assista “Coisas de Brasil”, de Rincón Sapiência part. Denna Hill::

Mais sobre Rincón Sapiência:Assista “Profissão Perigo”Download EP SP Gueto BR
BANG!

Rincón Sapiência lança clipe de “Coisas de Brasil”

Novo vídeo ilustra o melhor do Brasil na visão do MC

Se você estava sentindo falta da presença do MC Manicongo no seu player, uma novidade fresca: a música “Coisas de Brasil” ganha videoclipe, chegando logo depois de “Profissão Perigo”, ambas presentes no EP SP Gueto BR.

Dessa vez, Rincón Sapiência se junta novamente à produtora Porqueeu Conceito e Conteúdo, a mesma responsável por “Elegância”, o grande hit do MC, que inclusive ganhou indicação no VMB da MTV de 2010. Quem dá ritmo às imagens em sincronia às batucadas de “Coisas de Brasil” é Luba Construktor aka DJ A.S.M.A. que, a propósito, executou a função com maestria.

Seguindo a ideia do tema da música, o clipe passei pela diversidade brasileira, de norte a sul, buscando a ‘real das ruas’ e fugindo dos clichês vendidos pela TV, servindo como uma verdadeira anti-propagando ao costume do brasileiro em aceitar o que vem de fora como melhor em detrimento do que há de bom no seu próprio quintal. 

Assista “Coisas de Brasil”, de Rincón Sapiência part. Denna Hill::

Mais sobre Rincón Sapiência:
Assista “Profissão Perigo”
Download EP SP Gueto BR

BANG!


O rolê de audição de Cruz, disco novo do Elo da Corrente, por Lilian Januario e Eduardo Ribas

Fazia um tempo que nenhuma novidade do grupo paulistano Elo da Corrente dava o ar das graças. Depois do lançamento de Após Algumas Estações, de 2007, e O Sonho Dourado da Família, de 2009, o hiato chegou ao fim com o convite para a audição de Cruz, novo trabalho do trio.

O evento rolou na última terça-feira, alguns poucos convidados tiveram o privilégio de ouvir em primeira mão músicas como “Memórias”, “Salutaris” e “Batucada Fantástica”. O espaço escolhido, normalmente funciona como casa de show ou balada, mas o clima teve exatamente a pegada do disco: uma reunião com a brodagem no fundo de casa para ouvir música de qualidade. Os parceiros de longa data como Rodrigo Brandão, Lúcio Maia (Nação Zumbi), Tiago Frúgoli (Rump) e Marcelo Munari (Instituto), se misturaram ao mestre Arthur Verocai, que ficou responsável pelos arranjos de cordas das faixas “Memórias”, que ainda trouxe participação de Danilo Caymmi, e “Koan”, que fecha o disco.

Foto por Carla Arakaki/Instagram


Mas o que mais salta aos ouvidos em Cruz é a experiência musical que o disco proporciona, revelando a evolução de Caio, Pitzan e PG e o aprimoramento em unir instrumentais, que serviram como base para seu conhecimento musical ao longo da vida de cada um, com letras rimadas de forma cada vez mais poética, sem nunca deixar de ser rap. Se você já teve chance de conversar com Caio, Pitzan e PG sabe o quanto esses três respeitam, têm amor e vivem pela música. Rolês para caçar LPs em sebos, escutar música com os amigos, pesquisar música. Esse é o Elo da Corrente.  

Quem esteve presente aplaudiu, assoviou e vibrou com o som que saia dos auto-falantes, que ao fim, deixou aquela sensação de quero mais e, claro, de ver o trio tocar aquilo tudo ao vivo. O disco Cruz está previsto para ser lançado na web no dia dois de setembro, já o vinil deverá ser vendido nos shows, como de costume. Falando em show, o primeiro de todos eles deverá rolar em outubro. A experiência promete.


#clipe Freddie Gibbs & Madlib, “Harold’s”

O projeto de Freddie Gibs e Madlib, Piñata, rendeu mais um fruto em vídeo, o clipe do som “Harold’s”. Dirigido por Gregory Buissereth, o clipe faz referência ao estabelecimento citado no som: Harold’s é um restaurante que serve frango e fritas norte-americano. No desenvolvimento da história, a rima também usa inúmeras metáforas relacionadas à asas de frango, molho e outros restaurantes similares como o KFC. 

Lançado em março de 2014, o álbum Piñata traz faixas lançadas anteriormente no formato de EP’s como Thuggin, Shame e Deeper, contando com participações de nomes como Danny Brown, Raekwon, Earl Sweatshirt e Somo Genesis, Ab-Soul, Casey Veggies entre outros.


via steadyleanin


Aaliyah é treta!

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Por lilithiz

Aaliyah Dana Haughton teve uma vida breve, porém TÃO produtiva e intensa que nem parece que viveu somente 22 anos!

Lembram como todo mundo PIROU na coreografia em meio aos espelhos de Try Again? E o quanto ficamos desolados quando ela apareceu simplesmente incrível em A Rainha dos Condenados, filme que foi lançado apenas seis meses depois da sua morte?

 Aaliyah foi referência de estilo nos anos 90 com seus cabelos e barriga chapadíssimos, e além de modelar, cantar, dançar, atuar, sobrava tempo para polêmicas em sua vida pessoal, já que segundo boatos ela se casou com R.Kelly – seu produtor e mentor – aos 15 anos e falsificou o certificado para 18, e por isso o casório acabou sendo anulado por seus pais.

E ainda teve 5 nomeações ao Grammy Awards!

Ufa! (Lembra quando falamos que ela tinha SÓ 22?)

Agora, 13 anos após sua morte surge mais treta em torno do nome da cantora: o canal Lifetime pretende fazer uma cinebiografia chamada Aaliyah: Princess of R&B e escalou Zendaya Coleman para interpretá-la, porém desde que anunciou o nome da atriz da Disney choveram criticas por a acharem branca demais para fazer o papel, e a família deixou claro que é contra o projeto por medo de que a imagem de Aaliyah seja “manchada” e o foco acabe sendo sua vida pessoal conturbada e não a carreira. Em meio à toda essa confusão Zendaya pulou fora e acabou recusando o papel por achar que o projeto não estava 100% e segunda ela, por admirar muito Aaliyah decidiu não fazer, ou seja, não quis entrar na roubada. Alexandra Shipp foi a atriz escolhida para substituí-la.

Será muito bom reviver toda essa história linda que ela construiu em tão pouco tempo, será que a cinebiografia sai? Nos resta aguardar cenas dos próximos capítulos e torcer para que esteja à altura da cantora mais querida do R&B dos últimos tempos.

Enquanto isso fica o último clipe gravado por Aaliyah, que acabou falecendo em um acidente de avião logo após filmagem.

MAIS:

ouça Aaliyah feat. Drake, “Enough Said”


Igualdade de gêneros por meio do Hip Hop
Somos seres políticos. Tudo o que fazemos, o tempo inteiro, tem resultados políticos e sociais. Enxergar isso e utilizar essa noção de maneira positiva é estar um passo a frente. E assim está a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (ou simplesmente FNMH2). A organização tem cunho político, assim como a história do Hip Hop foi construída, e trabalha essa representação por meio dos elementos da cultura.
Nos dias 16 e 17 de agosto, às 13h30, o grupo organiza atividades do Sesc Vila Mariana. As oficinas de Graffiti, DJ e Break terão foco no empoderamento feminino e o acompanhamento fica por conta de apresentações de dança, poesia e rap.
O coletivo tem participação de mulheres de 17 estados brasileiros. Organizado por ativistas e artistas, o grupo trabalha em ações com foco na participação feminina na sociedade por meio do cenário do Hip Hop.
 Aproveitando o momento de empoderamento feminino, o Sesc também terá shows de rap com mulheres MCs.
Negra Li e Flora MatosOnde? Sesc Vila MarianaQuando? Domingo, 17 de agosto, às 18hQuanto? R$ 6,40, R$ 16 e R$ 32 
Lívia Cruz, Taty Beladonna e Brisa FlowOnde? Sesc Vila MarianaQuando? Quinta-feira, 28 de agosto, às 20h30Quanto? R$ 2,40, R$ 6 e R$ 12 
Lurdez Da LuzOnde? Sesc BelenzinhoQuando? Sábado, 30 de agosto, às 21h30Quanto? R$ 4, R$ 10 e R$ 20

Igualdade de gêneros por meio do Hip Hop

Somos seres políticos. Tudo o que fazemos, o tempo inteiro, tem resultados políticos e sociais. Enxergar isso e utilizar essa noção de maneira positiva é estar um passo a frente. E assim está a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (ou simplesmente FNMH2). A organização tem cunho político, assim como a história do Hip Hop foi construída, e trabalha essa representação por meio dos elementos da cultura.

Nos dias 16 e 17 de agosto, às 13h30, o grupo organiza atividades do Sesc Vila Mariana. As oficinas de Graffiti, DJ e Break terão foco no empoderamento feminino e o acompanhamento fica por conta de apresentações de dança, poesia e rap.

O coletivo tem participação de mulheres de 17 estados brasileiros. Organizado por ativistas e artistas, o grupo trabalha em ações com foco na participação feminina na sociedade por meio do cenário do Hip Hop.

 Aproveitando o momento de empoderamento feminino, o Sesc também terá shows de rap com mulheres MCs.

Negra Li e Flora Matos
Onde?
Sesc Vila Mariana
Quando? Domingo, 17 de agosto, às 18h
Quanto? R$ 6,40, R$ 16 e R$ 32 

Lívia Cruz, Taty Beladonna e Brisa Flow
Onde? Sesc Vila Mariana
Quando? Quinta-feira, 28 de agosto, às 20h30
Quanto? R$ 2,40, R$ 6 e R$ 12 

Lurdez Da Luz
Onde? Sesc Belenzinho
Quando? Sábado, 30 de agosto, às 21h30
Quanto? R$ 4, R$ 10 e R$ 20


Entrevista com o rapper português Valete

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No dia 22 de março aconteceu em São Paulo o show do rapper Valete, diretamente de Portugal. Valete veio para o Brasil para participar de alguns eventos da comemoração de 10 anos da Semana do Hip-Hop de São Paulo, um debate e um diálogo falando sobre a luta contra o racismo.


Nós do Per Raps estivemos por lá e conseguimos uma entrevista com ele. Demoramos um pouco para colocar no ar, mas valeu a pena a espera. Se você ainda não o conhece, aproveite para fazer isso agora, lendo essa entrevista!

Per Raps - Como aconteceu a oportunidade de você vir para o Brasil? Sabemos que você fez um show ano passado em Lisboa com o Emicida e conheceu o pessoal do Laboratório Fantasma. Nessa data importante - o show não é exatamente na data do Dia Internacional de Combate ao Racismo, mas você participou de palestras no dia mesmo e hoje você tá aqui fazendo o show. Como aconteceu isso tudo? 

Valete - Eu não sei se isso tem a ver com a passada do Emicida por Lisboa, mas eu recebi um convite da Prefeitura de São Paulo, através do Evandro Fióti e foi isso, mas não sei se há uma relação, não sei.

Per Raps - Como foi essa apresentação com o Emicida em Lisboa?
Valete - Ele fez vários shows, ele chegou a fazer só em Lisboa 3 shows num mês. Nenhum MC de Portugal faz 3 shows em um mês em Portugal, só o Emicida. E foi muito bom, ele tocou com Mos Def, as pessoas gostaram, foi muito bom!

Per Raps - Agora relacionando um pouco com a data, sabendo que você é um MC que é muito ligado ao lado político, suas letras mostram muito isso. A gente não pode estar presente nessas conversas que você participou, mas o que você pensa sobre esse avanço do combate ao racismo e o que você tentou passar para o pessoal nessa conversa de sexta-feira?
Valete - Eu tentei passar que a realidade portuguesa é muito diferente da realidade brasileira, muito diferente. Os negros em Portugal são menos de 5%, é uma minoria fácil de ser negligenciada. O que eu tentei passar foi que os primeiros rappers em Portugal eram negros e os primeiros rappers em Portugal foram também os primeiros negros figuras públicas em Portugal. Não existiam figuras públicas negras. Os primeiros foram rappers. Muitos jovens brancos em Portugal começaram a idolatrar rappers negros e isso foi mudando muitas das construções sociais que eles tinham da raça negra. Então o nível do combate por racismo foi muito bom, hoje os shows de hip-hop em Portugal são muito mistos, agora até a maioria é branca, é uma coisa muito mista. Temos muitos grupos em Portugal com brancos e negros. Então, eu acho que o hip-hop em Portugal foi o fator que mais influenciou esta diminuição do racismo em Portugal.

Per Raps - Como é viver de rap em Portugal sendo filho de imigrantes de São Tomé e Príncipe em um país que sofre com o racismo e a xenofobia? E qual o papel de um artista no contexto musical português?
Valete - É muito difícil, porque é um país muito pequeno. Então é relativamente fácil você ter uma tendência de ir para uma direção mais plástica, mais comercial quando você quer seguir uma carreira de música. Eu, inicialmente, não queria fazer música profissionalmente, porque eu sabia que era muito difícil. Aconteceu espontaneamente, eu fui fazendo músicas, as pessoas gostaram, hoje o público é grande, e é um público a quem eu devo tudo porque eles me permitem que eu faça o que eu quero fazer, o que é muito difícil. E em um país como Portugal, é realmente muito difícil. Eu sou um dos artistas mais privilegiados deste nível em Portugal, porque eles aceitam. Então, pra mim, essa resposta é fácil, eu tenho conseguido viver da música fazendo a música que quero e infelizmente pra muitos colegas meus, da minha área, isso não é possível.

Per Raps - O rap brasileiro é apreciado em Portugal, a gente sabe que o Gabriel Pensador já fez show por lá, os Racionais, o próprio Emicida. Mas infelizmente a gente não sente esse fluxo vindo de Portugal pro Brasil. Por que você acha que isso acontece e de que forma a gente pode mudar isso?
Valete - Acho que são duas questões: rappers que são muito grandes em Portugal - brasileiros, tem o Pensador, tem o Marcelo D2, esses são o mainstream em Portugal, porque tiveram uma máquina promocional muito forte que nenhum outro MC brasileiro teve. Eles tocavam muito na rádio, muito na televisão. Há rappers em Portugal que tem uma adesão muito mais orgânica, Os Racionais é uma coisa mais de subúrbio e periferia em Portugal, eles nunca tocaram em rádio e na periferia as pessoas adoram Os Racionais, Dexter, Mv Bill, o Emicida é mais da comunidade pobre, o Marechal. Ou seja, mais mérito pra esses MCs que não tiveram máquinas promocionais pra conseguirem chegar as pessoas. O pensador e o D2, tem projetos que eu gosto, mas foram muito apoiados pela mídia.

Per Raps - Falando sobre o Marechal e o Emicida, você acha que existe alguma possibilidade de colaboração, algum trabalho em conjunto, vocês chegaram a falar a respeito?
Valete - Ah, com certeza! O Marechal eu tenho uma música que eu acho que escrevemos em 2011, a princípio deve sair no meu álbum novo. E com o Emicida tivemos em Portugal falando sobre projetos e podemos fazer uma música também. Eu já fiz músicas com muito rappers brasileiros: fiz uma com o Rapadura que ainda não saiu, fiz com a Flora Matos e a Juju Gomes, fiz uma com o Gutierrez há muito tempo, em 2004. Então eu acho que naturalmente vai acontecer. E fiz uma com o Pensador para o meu álbum novo que ainda não saiu.

Per Raps - Existe uma tradição de samples de soul e funk dos anos 60 e 70 de muitos MCs de Portugal e no seu trabalho também tem isso forte. Você acha que na música portuguesa, passando do pop para ofado, existe material para bons para beats ou você prefere seguir essa linha?
Valete - Existe muito material bom para beat em Portugal. A questão é: a música portuguesa tradicional, principalmente o fado, é muito melancólica e triste. Se você quiser um beat melancólico, o fado é a melhor coisa pra ser sampleada. O Sam The Kid, que é um produtor de rap, ele tem um primeiro álbum que é quase todo com samples de musical tradicional portuguesa e muito fado. Eu tenho pena que os portugas usem pouca música portuguesa, eu tenho pena disso. Eu, se fosse produtor, usava muito mais porque é muito boa. Mas só funciona assim naquela linha mais melancólica.

Per Raps - Pra finalizar, a gente sabe que você é muito solidário a luta feminina e você fala isso nas suas letras. A gente queria que você fizesse só um comentário a respeito disso pra gente finalizar.
Valete - Eu teria muita coisa pra dizer, mas nós temos milênios de machismos instituídos em nós e todos os comportamentos machistas que nós reproduzimos são muito difíceis de nós tirarmos de dentro de nós, muito muito difíceis. E acho que uma luta que nós, rappers, temos que fazer, lembrando que o hip-hop também é um movimento progressista, de transformação da sociedade, o hip-hop fez muito pela luta contra o racismo em Portugal e em várias partes do mundo. Há outras lutas muito importantes que o hip-hop não está só não fazendo, como está participando dos estigmas. O hip-hop é uma das culturas artísticas e o rap, dos estilos musicais, que mais promovem homofobia, que mais promovem machismo. Então é uma incoerência total, quando você está promovendo machismo e está querendo combater o racismo. Então é isso. O que eu quero e a mensagem que eu deixo para todos os MCs é entender que a luta é igual. Que um homem que está numa luta anti-racial, tem que estar num combate feminista, numa luta contra o machismo e num combate contra a homofobia, sem dúvida. Eu acredito muito nisso!


As outras pérolas paraguaias

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por Raphael Morone

É sempre bacana quando, meio que por acaso, você descobre música enquanto assiste um filme. Porém, essa sensação é multiplicada por mil quando filme e música são bons demais. Este é o caso de 7 Cajas, produção paraguaia de 2012 que não fez muito barulho por aqui na época, mas que agora está em cartaz em vários cinemas do Brasil. Papo sério, é uma das melhores produções sulamericanas nos últimos tempos!

7 Cajas se passa em 2005 e conta a história de Victor, garoto de 17 anos que aspira a ser um famoso artista de TV. Sonhando acordado pelas ruas do Mercado 4, em Assunção, onde trabalha como entregador, a vida não parece sinalizar para uma mudança a curto prazo. Surge então uma proposta inusitada: levar sete caixas com conteúdo desconhecido até seu destino final em troca da metade de uma nota de 100 dólares. A outra metade será entregue após completar a tarefa. Daí em diante, uma série de desdobramentos só dificultarão a missão de Victor em busca do dinheiro.

Entre as coisas mais legais da película, ambientação e trilha sonora são destaques. A capital paraguaia é vista toda sob o ângulo dos mercados populares, dos carrinhos de sanduíche tocando cumbia, da polícia sem estrutura e de casas simples de áreas carentes. Permeia também uma constante sensação de olho por olho, dente por dente, de um país que ainda sofre com a desigualdade. Há que salientar também que 7 Cajas é todo falado em jopará, dialeto que mistura o indígena guarani com espanhol, dando um aspecto ainda mais real a obra.

Já a trilha sonora é um capítulo à parte. Amarra história e imagem perfeitamente, e mesmo não aparecendo em todos os momentos, consegue nos fazer sacar um pouco do país vizinho há nove anos atrás. E um dos grandes responsáveis por isso, e é aí onde queríamos chegar, é a banda de rock-funk-rap-cumbia Revolber. Vindos do interior do país, eles são como um Calle 13 de lá, só que mais del rock. Estão no quarto disco, tendo lançado o mais recente, Amoto Lado B, no ano passado. Músicas como Areko 4 Kuña, Mandioca Style, a dubby Mandi`o Sound System e a cumbia-rap Huye Hermano, tema pro 7 Cajas [abaixo], são exemplos incríveis de como os caras são mesmo bons. E isso nos deixa com certa consciência pesada [novamente] por não darmos o devido carinho para a cultura dos países vizinhos. Tá na hora né, Brasil?



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