Aaliyah é treta!

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Por lilithiz

Aaliyah Dana Haughton teve uma vida breve, porém TÃO produtiva e intensa que nem parece que viveu somente 22 anos!

Lembram como todo mundo PIROU na coreografia em meio aos espelhos de Try Again? E o quanto ficamos desolados quando ela apareceu simplesmente incrível em A Rainha dos Condenados, filme que foi lançado apenas seis meses depois da sua morte?

 Aaliyah foi referência de estilo nos anos 90 com seus cabelos e barriga chapadíssimos, e além de modelar, cantar, dançar, atuar, sobrava tempo para polêmicas em sua vida pessoal, já que segundo boatos ela se casou com R.Kelly – seu produtor e mentor – aos 15 anos e falsificou o certificado para 18, e por isso o casório acabou sendo anulado por seus pais.

E ainda teve 5 nomeações ao Grammy Awards!

Ufa! (Lembra quando falamos que ela tinha SÓ 22?)

Agora, 13 anos após sua morte surge mais treta em torno do nome da cantora: o canal Lifetime pretende fazer uma cinebiografia chamada Aaliyah: Princess of R&B e escalou Zendaya Coleman para interpretá-la, porém desde que anunciou o nome da atriz da Disney choveram criticas por a acharem branca demais para fazer o papel, e a família deixou claro que é contra o projeto por medo de que a imagem de Aaliyah seja “manchada” e o foco acabe sendo sua vida pessoal conturbada e não a carreira. Em meio à toda essa confusão Zendaya pulou fora e acabou recusando o papel por achar que o projeto não estava 100% e segunda ela, por admirar muito Aaliyah decidiu não fazer, ou seja, não quis entrar na roubada. Alexandra Shipp foi a atriz escolhida para substituí-la.

Será muito bom reviver toda essa história linda que ela construiu em tão pouco tempo, será que a cinebiografia sai? Nos resta aguardar cenas dos próximos capítulos e torcer para que esteja à altura da cantora mais querida do R&B dos últimos tempos.

Enquanto isso fica o último clipe gravado por Aaliyah, que acabou falecendo em um acidente de avião logo após filmagem.

MAIS:

ouça Aaliyah feat. Drake, “Enough Said”


Igualdade de gêneros por meio do Hip Hop
Somos seres políticos. Tudo o que fazemos, o tempo inteiro, tem resultados políticos e sociais. Enxergar isso e utilizar essa noção de maneira positiva é estar um passo a frente. E assim está a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (ou simplesmente FNMH2). A organização tem cunho político, assim como a história do Hip Hop foi construída, e trabalha essa representação por meio dos elementos da cultura.
Nos dias 16 e 17 de agosto, às 13h30, o grupo organiza atividades do Sesc Vila Mariana. As oficinas de Graffiti, DJ e Break terão foco no empoderamento feminino e o acompanhamento fica por conta de apresentações de dança, poesia e rap.
O coletivo tem participação de mulheres de 17 estados brasileiros. Organizado por ativistas e artistas, o grupo trabalha em ações com foco na participação feminina na sociedade por meio do cenário do Hip Hop.
 Aproveitando o momento de empoderamento feminino, o Sesc também terá shows de rap com mulheres MCs.
Negra Li e Flora MatosOnde? Sesc Vila MarianaQuando? Domingo, 17 de agosto, às 18hQuanto? R$ 6,40, R$ 16 e R$ 32 
Lívia Cruz, Taty Beladonna e Brisa FlowOnde? Sesc Vila MarianaQuando? Quinta-feira, 28 de agosto, às 20h30Quanto? R$ 2,40, R$ 6 e R$ 12 
Lurdez Da LuzOnde? Sesc BelenzinhoQuando? Sábado, 30 de agosto, às 21h30Quanto? R$ 4, R$ 10 e R$ 20

Igualdade de gêneros por meio do Hip Hop

Somos seres políticos. Tudo o que fazemos, o tempo inteiro, tem resultados políticos e sociais. Enxergar isso e utilizar essa noção de maneira positiva é estar um passo a frente. E assim está a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop (ou simplesmente FNMH2). A organização tem cunho político, assim como a história do Hip Hop foi construída, e trabalha essa representação por meio dos elementos da cultura.

Nos dias 16 e 17 de agosto, às 13h30, o grupo organiza atividades do Sesc Vila Mariana. As oficinas de Graffiti, DJ e Break terão foco no empoderamento feminino e o acompanhamento fica por conta de apresentações de dança, poesia e rap.

O coletivo tem participação de mulheres de 17 estados brasileiros. Organizado por ativistas e artistas, o grupo trabalha em ações com foco na participação feminina na sociedade por meio do cenário do Hip Hop.

 Aproveitando o momento de empoderamento feminino, o Sesc também terá shows de rap com mulheres MCs.

Negra Li e Flora Matos
Onde?
Sesc Vila Mariana
Quando? Domingo, 17 de agosto, às 18h
Quanto? R$ 6,40, R$ 16 e R$ 32 

Lívia Cruz, Taty Beladonna e Brisa Flow
Onde? Sesc Vila Mariana
Quando? Quinta-feira, 28 de agosto, às 20h30
Quanto? R$ 2,40, R$ 6 e R$ 12 

Lurdez Da Luz
Onde? Sesc Belenzinho
Quando? Sábado, 30 de agosto, às 21h30
Quanto? R$ 4, R$ 10 e R$ 20


Entrevista com o rapper português Valete

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No dia 22 de março aconteceu em São Paulo o show do rapper Valete, diretamente de Portugal. Valete veio para o Brasil para participar de alguns eventos da comemoração de 10 anos da Semana do Hip-Hop de São Paulo, um debate e um diálogo falando sobre a luta contra o racismo.


Nós do Per Raps estivemos por lá e conseguimos uma entrevista com ele. Demoramos um pouco para colocar no ar, mas valeu a pena a espera. Se você ainda não o conhece, aproveite para fazer isso agora, lendo essa entrevista!

Per Raps - Como aconteceu a oportunidade de você vir para o Brasil? Sabemos que você fez um show ano passado em Lisboa com o Emicida e conheceu o pessoal do Laboratório Fantasma. Nessa data importante - o show não é exatamente na data do Dia Internacional de Combate ao Racismo, mas você participou de palestras no dia mesmo e hoje você tá aqui fazendo o show. Como aconteceu isso tudo? 

Valete - Eu não sei se isso tem a ver com a passada do Emicida por Lisboa, mas eu recebi um convite da Prefeitura de São Paulo, através do Evandro Fióti e foi isso, mas não sei se há uma relação, não sei.

Per Raps - Como foi essa apresentação com o Emicida em Lisboa?
Valete - Ele fez vários shows, ele chegou a fazer só em Lisboa 3 shows num mês. Nenhum MC de Portugal faz 3 shows em um mês em Portugal, só o Emicida. E foi muito bom, ele tocou com Mos Def, as pessoas gostaram, foi muito bom!

Per Raps - Agora relacionando um pouco com a data, sabendo que você é um MC que é muito ligado ao lado político, suas letras mostram muito isso. A gente não pode estar presente nessas conversas que você participou, mas o que você pensa sobre esse avanço do combate ao racismo e o que você tentou passar para o pessoal nessa conversa de sexta-feira?
Valete - Eu tentei passar que a realidade portuguesa é muito diferente da realidade brasileira, muito diferente. Os negros em Portugal são menos de 5%, é uma minoria fácil de ser negligenciada. O que eu tentei passar foi que os primeiros rappers em Portugal eram negros e os primeiros rappers em Portugal foram também os primeiros negros figuras públicas em Portugal. Não existiam figuras públicas negras. Os primeiros foram rappers. Muitos jovens brancos em Portugal começaram a idolatrar rappers negros e isso foi mudando muitas das construções sociais que eles tinham da raça negra. Então o nível do combate por racismo foi muito bom, hoje os shows de hip-hop em Portugal são muito mistos, agora até a maioria é branca, é uma coisa muito mista. Temos muitos grupos em Portugal com brancos e negros. Então, eu acho que o hip-hop em Portugal foi o fator que mais influenciou esta diminuição do racismo em Portugal.

Per Raps - Como é viver de rap em Portugal sendo filho de imigrantes de São Tomé e Príncipe em um país que sofre com o racismo e a xenofobia? E qual o papel de um artista no contexto musical português?
Valete - É muito difícil, porque é um país muito pequeno. Então é relativamente fácil você ter uma tendência de ir para uma direção mais plástica, mais comercial quando você quer seguir uma carreira de música. Eu, inicialmente, não queria fazer música profissionalmente, porque eu sabia que era muito difícil. Aconteceu espontaneamente, eu fui fazendo músicas, as pessoas gostaram, hoje o público é grande, e é um público a quem eu devo tudo porque eles me permitem que eu faça o que eu quero fazer, o que é muito difícil. E em um país como Portugal, é realmente muito difícil. Eu sou um dos artistas mais privilegiados deste nível em Portugal, porque eles aceitam. Então, pra mim, essa resposta é fácil, eu tenho conseguido viver da música fazendo a música que quero e infelizmente pra muitos colegas meus, da minha área, isso não é possível.

Per Raps - O rap brasileiro é apreciado em Portugal, a gente sabe que o Gabriel Pensador já fez show por lá, os Racionais, o próprio Emicida. Mas infelizmente a gente não sente esse fluxo vindo de Portugal pro Brasil. Por que você acha que isso acontece e de que forma a gente pode mudar isso?
Valete - Acho que são duas questões: rappers que são muito grandes em Portugal - brasileiros, tem o Pensador, tem o Marcelo D2, esses são o mainstream em Portugal, porque tiveram uma máquina promocional muito forte que nenhum outro MC brasileiro teve. Eles tocavam muito na rádio, muito na televisão. Há rappers em Portugal que tem uma adesão muito mais orgânica, Os Racionais é uma coisa mais de subúrbio e periferia em Portugal, eles nunca tocaram em rádio e na periferia as pessoas adoram Os Racionais, Dexter, Mv Bill, o Emicida é mais da comunidade pobre, o Marechal. Ou seja, mais mérito pra esses MCs que não tiveram máquinas promocionais pra conseguirem chegar as pessoas. O pensador e o D2, tem projetos que eu gosto, mas foram muito apoiados pela mídia.

Per Raps - Falando sobre o Marechal e o Emicida, você acha que existe alguma possibilidade de colaboração, algum trabalho em conjunto, vocês chegaram a falar a respeito?
Valete - Ah, com certeza! O Marechal eu tenho uma música que eu acho que escrevemos em 2011, a princípio deve sair no meu álbum novo. E com o Emicida tivemos em Portugal falando sobre projetos e podemos fazer uma música também. Eu já fiz músicas com muito rappers brasileiros: fiz uma com o Rapadura que ainda não saiu, fiz com a Flora Matos e a Juju Gomes, fiz uma com o Gutierrez há muito tempo, em 2004. Então eu acho que naturalmente vai acontecer. E fiz uma com o Pensador para o meu álbum novo que ainda não saiu.

Per Raps - Existe uma tradição de samples de soul e funk dos anos 60 e 70 de muitos MCs de Portugal e no seu trabalho também tem isso forte. Você acha que na música portuguesa, passando do pop para ofado, existe material para bons para beats ou você prefere seguir essa linha?
Valete - Existe muito material bom para beat em Portugal. A questão é: a música portuguesa tradicional, principalmente o fado, é muito melancólica e triste. Se você quiser um beat melancólico, o fado é a melhor coisa pra ser sampleada. O Sam The Kid, que é um produtor de rap, ele tem um primeiro álbum que é quase todo com samples de musical tradicional portuguesa e muito fado. Eu tenho pena que os portugas usem pouca música portuguesa, eu tenho pena disso. Eu, se fosse produtor, usava muito mais porque é muito boa. Mas só funciona assim naquela linha mais melancólica.

Per Raps - Pra finalizar, a gente sabe que você é muito solidário a luta feminina e você fala isso nas suas letras. A gente queria que você fizesse só um comentário a respeito disso pra gente finalizar.
Valete - Eu teria muita coisa pra dizer, mas nós temos milênios de machismos instituídos em nós e todos os comportamentos machistas que nós reproduzimos são muito difíceis de nós tirarmos de dentro de nós, muito muito difíceis. E acho que uma luta que nós, rappers, temos que fazer, lembrando que o hip-hop também é um movimento progressista, de transformação da sociedade, o hip-hop fez muito pela luta contra o racismo em Portugal e em várias partes do mundo. Há outras lutas muito importantes que o hip-hop não está só não fazendo, como está participando dos estigmas. O hip-hop é uma das culturas artísticas e o rap, dos estilos musicais, que mais promovem homofobia, que mais promovem machismo. Então é uma incoerência total, quando você está promovendo machismo e está querendo combater o racismo. Então é isso. O que eu quero e a mensagem que eu deixo para todos os MCs é entender que a luta é igual. Que um homem que está numa luta anti-racial, tem que estar num combate feminista, numa luta contra o machismo e num combate contra a homofobia, sem dúvida. Eu acredito muito nisso!


As outras pérolas paraguaias

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por Raphael Morone

É sempre bacana quando, meio que por acaso, você descobre música enquanto assiste um filme. Porém, essa sensação é multiplicada por mil quando filme e música são bons demais. Este é o caso de 7 Cajas, produção paraguaia de 2012 que não fez muito barulho por aqui na época, mas que agora está em cartaz em vários cinemas do Brasil. Papo sério, é uma das melhores produções sulamericanas nos últimos tempos!

7 Cajas se passa em 2005 e conta a história de Victor, garoto de 17 anos que aspira a ser um famoso artista de TV. Sonhando acordado pelas ruas do Mercado 4, em Assunção, onde trabalha como entregador, a vida não parece sinalizar para uma mudança a curto prazo. Surge então uma proposta inusitada: levar sete caixas com conteúdo desconhecido até seu destino final em troca da metade de uma nota de 100 dólares. A outra metade será entregue após completar a tarefa. Daí em diante, uma série de desdobramentos só dificultarão a missão de Victor em busca do dinheiro.

Entre as coisas mais legais da película, ambientação e trilha sonora são destaques. A capital paraguaia é vista toda sob o ângulo dos mercados populares, dos carrinhos de sanduíche tocando cumbia, da polícia sem estrutura e de casas simples de áreas carentes. Permeia também uma constante sensação de olho por olho, dente por dente, de um país que ainda sofre com a desigualdade. Há que salientar também que 7 Cajas é todo falado em jopará, dialeto que mistura o indígena guarani com espanhol, dando um aspecto ainda mais real a obra.

Já a trilha sonora é um capítulo à parte. Amarra história e imagem perfeitamente, e mesmo não aparecendo em todos os momentos, consegue nos fazer sacar um pouco do país vizinho há nove anos atrás. E um dos grandes responsáveis por isso, e é aí onde queríamos chegar, é a banda de rock-funk-rap-cumbia Revolber. Vindos do interior do país, eles são como um Calle 13 de lá, só que mais del rock. Estão no quarto disco, tendo lançado o mais recente, Amoto Lado B, no ano passado. Músicas como Areko 4 Kuña, Mandioca Style, a dubby Mandi`o Sound System e a cumbia-rap Huye Hermano, tema pro 7 Cajas [abaixo], são exemplos incríveis de como os caras são mesmo bons. E isso nos deixa com certa consciência pesada [novamente] por não darmos o devido carinho para a cultura dos países vizinhos. Tá na hora né, Brasil?


#video Common lança o videoclipe da faixa Kingdom
Common Sense, pros mais chegados, dropou esses dias o clipe “Kingdom”, faixa que documenta a vida em Chicago e que estará no seu novo disco Nobody’s Smiling, com lançamento anunciado pro dia 22 de julho. Tá quase!
Recentemente Common disse em uma entrevista que ter assinado com a Def Jam e criado esse álbum é como um novo começo em sua vida, justamente pelo fato de que quer dar à volta a sua cidade e a cultura Hip Hop. A Iggy Azalea que me desculpe mas isso sim é um novo clássico.
Assiste aí, Kingdom e confirme o fato de que o Hip Hop continua vivo.

MAIS:
Ouça a faixa “War”que também vai estar no disco Nobody’s Smiling.

#video Common lança o videoclipe da faixa Kingdom

Common Sense, pros mais chegados, dropou esses dias o clipe “Kingdom”, faixa que documenta a vida em Chicago e que estará no seu novo disco Nobody’s Smiling, com lançamento anunciado pro dia 22 de julho. Tá quase!

Recentemente Common disse em uma entrevista que ter assinado com a Def Jam e criado esse álbum é como um novo começo em sua vida, justamente pelo fato de que quer dar à volta a sua cidade e a cultura Hip Hop. A Iggy Azalea que me desculpe mas isso sim é um novo clássico.

Assiste aí, Kingdom e confirme o fato de que o Hip Hop continua vivo.

MAIS:

Ouça a faixa “War”que também vai estar no disco Nobody’s Smiling.


#perfil Conheça o trio Hawk House - por Paty Oliveira
Vindos de Londres, o Hawk House é um um trio composto pelos MCs irmãos Emmanuel e Samuel Gboyega, e pela linda voz de Demae Chioma Wodu, que nasceu em 2012 com o nome de A Yellow Man. Sob esse nome os caras lançaram apenas dois som, “3000 Miles Of Youth” e “My Lyrics Are Alive”.

Um ano depois dessa estreia, eles abandonaram o nome A Yellow Man e adotaram em maio o Hawk House, mesma época em que lançaram gratuitamente sua primeira mixtape, A Little More Elbow Room, que conta com a colaboração do produtor australiano Ta-ku e do francês Evil Needle.
O álbum — um dos favoritos de 2013 na opinião desta que vos fala, e que também caiu na graça da Jill Scott - resgata o oldschool do A Tribe Called Quest, o estilo do Fugees (não só pelo formato, dois homens e uma mulher, mas também pelo som e a sincronia do grupo) e consegue fazer um mix perfeito com o neo-soul e o eletrônico sem deixar de ser contemporâneo.
E, vamos concordar, numa época em que a nova safra do rap está quase dominada pelo auto-tune ft. trap, os beats suaves e letras significativas do Hawk House chegam como se fossem um respiro para nossos ouvidos.

O próximo projeto dos caras, o EP A Handshake For Your Brain - que segundo o próprio trio leva esse nome por ser exatamente o que as músicas do álbum vão fazer com você: balançar sua cabeça e fazer você pensar além - está previsto para ser lançado na próxima segunda-feira, (23/06) mas você já pode já pode ouvi-lo no Soundcloud do grupo.

Dirigido por Thomas Rhazi e com fotografia de Julien Meurice, ambos franceses, o clipe “Chill Pill (Experiment 2)”, primeiro single de A Handshake For Your Brain, mostra um belo enquadramento do trio em situações diversas e, vezes surreais, que vale o view.

MAIS: www.hawkhousemusic.com#Baixe a mixtape A Little More Elbow Room  #Ouça o EP A Handshake For Your Brain

#perfil Conheça o trio Hawk House - por Paty Oliveira

Vindos de Londres, o Hawk House é um um trio composto pelos MCs irmãos Emmanuel e Samuel Gboyega, e pela linda voz de Demae Chioma Wodu, que nasceu em 2012 com o nome de A Yellow Man. Sob esse nome os caras lançaram apenas dois som, “3000 Miles Of Youth” e “My Lyrics Are Alive”.

Um ano depois dessa estreia, eles abandonaram o nome A Yellow Man e adotaram em maio o Hawk House, mesma época em que lançaram gratuitamente sua primeira mixtape, A Little More Elbow Room, que conta com a colaboração do produtor australiano Ta-ku e do francês Evil Needle.

O álbum — um dos favoritos de 2013 na opinião desta que vos fala, e que também caiu na graça da Jill Scott - resgata o oldschool do A Tribe Called Quest, o estilo do Fugees (não só pelo formato, dois homens e uma mulher, mas também pelo som e a sincronia do grupo) e consegue fazer um mix perfeito com o neo-soul e o eletrônico sem deixar de ser contemporâneo.

E, vamos concordar, numa época em que a nova safra do rap está quase dominada pelo auto-tune ft. trap, os beats suaves e letras significativas do Hawk House chegam como se fossem um respiro para nossos ouvidos.

O próximo projeto dos caras, o EP A Handshake For Your Brain - que segundo o próprio trio leva esse nome por ser exatamente o que as músicas do álbum vão fazer com você: balançar sua cabeça e fazer você pensar além - está previsto para ser lançado na próxima segunda-feira, (23/06) mas você já pode já pode ouvi-lo no Soundcloud do grupo.

Dirigido por Thomas Rhazi e com fotografia de Julien Meurice, ambos franceses, o clipe “Chill Pill (Experiment 2)”, primeiro single de A Handshake For Your Brain, mostra um belo enquadramento do trio em situações diversas e, vezes surreais, que vale o view.

MAIS:
www.hawkhousemusic.com
#Baixe a mixtape A Little More Elbow Room
 
#Ouça o EP A Handshake For Your Brain


#agenda Shows de rap de graça no Sesc Campo Limpo
Pra marcar o mês da inauguração do novo Sesc Campo Limpo, hoje (19/06) vai rolar uma série de shows totalmente 0800 no projeto “Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto”.
Os shows começam às 20h e contam com apresentações de peso do rap brasileiro. São eles: Flora Matos, Emicida, Marechal, Rael, Don L, Rapadura, Opinajé Hip Hop e Renan Inquérito, todos acompanhados por banda.
Cada Canto um Rap, Cada Rap um CantoQuando: Quinta-feira, 19/06 a partir das 20hOnde: Sesc Campo Limpo - Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 /São Paulo [mapa]Quanto: Grátis!

#agenda Shows de rap de graça no Sesc Campo Limpo

Pra marcar o mês da inauguração do novo Sesc Campo Limpo, hoje (19/06) vai rolar uma série de shows totalmente 0800 no projeto “Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto”.

Os shows começam às 20h e contam com apresentações de peso do rap brasileiro. São eles: Flora Matos, Emicida, Marechal, Rael, Don L, Rapadura, Opinajé Hip Hop e Renan Inquérito, todos acompanhados por banda.

Cada Canto um Rap, Cada Rap um Canto
Quando: Quinta-feira, 19/06 a partir das 20h
Onde: Sesc Campo Limpo - Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 /São Paulo [mapa]
Quanto: Grátis!


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Jun 18

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#teste Querem achar o maior fã de rap do mundo

Fã de hip-hop, @dannibles (no twitter), teve o trampo de criar um quiz para encontrar o maior fã de rap do mundo. Você entra e escolhe o artista (Jay Z, 2pac, Eminem, Kanye West, Kendrick Lamar, Drake e Meek Mill são as opções), e já começam as perguntas, com tempo correndo. 

Se o seu trabalho está chato hoje, vale gastar o resto do dia acertando nomes de músicas. Confira!

http://theraptest.com/


#agenda De La Soul em SP
Achamos esquisito rolar o crowndfunding para o show do De La Soul no Rio e não vermos nenhuma manifestação de show do trio na terra da garoa. Especulamos ali e acolá e hoje (06.06) foi confirmado: Os caras se apresentam com formação original dia 25/07 na festa de comemoração de 12 anos da Chocolate, no Audio Club.
O valor dos ingressos para o show vão de R$50 na pista (primeiro lote - feminino) á R$200 no camarote (com R$120 consumíveis) e estão a venda na bilheteria oficial ou no site da Ticket360 - lembrando sempre da taxa de serviço de 18% do valor do ingresso para quem for comprar online.


Em tempo: O grupo também se apresenta no Sesc Ribeirão Preto/SP e no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Os shows rolam respectivamente dias 24 e 27/07 e se você estiver a fim de ir, se agilize! No Rio os ingressos vão de R$88 a R$176, e em Ribeirão Preto é aquele velho esquema do SESC de preços extremamente justos (de R$2 á R$10). [saiba mais sobre o show do De la Soul no Rio de Janeiro] [saiba mais sobre o show do De la Soul em Ribeirão Preto]

#agenda De La Soul em SP

Achamos esquisito rolar o crowndfunding para o show do De La Soul no Rio e não vermos nenhuma manifestação de show do trio na terra da garoa. Especulamos ali e acolá e hoje (06.06) foi confirmado: Os caras se apresentam com formação original dia 25/07 na festa de comemoração de 12 anos da Chocolate, no Audio Club.

O valor dos ingressos para o show vão de R$50 na pista (primeiro lote - feminino) á R$200 no camarote (com R$120 consumíveis) e estão a venda na bilheteria oficial ou no site da Ticket360 - lembrando sempre da taxa de serviço de 18% do valor do ingresso para quem for comprar online.

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Em tempo: O grupo também se apresenta no Sesc Ribeirão Preto/SP e no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Os shows rolam respectivamente dias 24 e 27/07 e se você estiver a fim de ir, se agilize!

No Rio os ingressos vão de R$88 a R$176, e em Ribeirão Preto é aquele velho esquema do SESC de preços extremamente justos (de R$2 á R$10).

[saiba mais sobre o show do De la Soul no Rio de Janeiro] 
[saiba mais sobre o show do De la Soul em Ribeirão Preto]


#Download Baixe o álbum Yasiin Gaye: The Return (side two), do Amerigo Gazaway 
Quem aí se lembra do álbum “Yasiin Gaye: The Departure (Side One)”, lançado no começo desse ano pelo Amerigo Gazaway, que juntava os clássicos do rapper Mos Def (AKA Yasiin Bey) aos do lendário mestre do soul Marvin Gaye?
… e que durou pouco por que foi derrubado pela RIAA (Recording Industry Association of America) sob a acusação de violação dos direitos autorais dos artistas homenageados. [Fuén!]
Pois bem, a segunda parte desse projeto já havia sido anunciada há algumas semanas mas só hoje (04.06) foi oficialmente lançado e disponibilizado para download gratuito. 
Então ouça e baixe logo o “Yasiin Gaye: The Return (side two)”, antes que tirem do ar novamente! [clique aqui para baixar!]

#Download Baixe o álbum Yasiin Gaye: The Return (side two), do Amerigo Gazaway 

Quem aí se lembra do álbum “Yasiin Gaye: The Departure (Side One)”, lançado no começo desse ano pelo Amerigo Gazaway, que juntava os clássicos do rapper Mos Def (AKA Yasiin Bey) aos do lendário mestre do soul Marvin Gaye?

… e que durou pouco por que foi derrubado pela RIAA (Recording Industry Association of America) sob a acusação de violação dos direitos autorais dos artistas homenageados. [Fuén!]

Pois bem, a segunda parte desse projeto já havia sido anunciada há algumas semanas mas só hoje (04.06) foi oficialmente lançado e disponibilizado para download gratuito. 

Então ouça e baixe logo o “Yasiin Gaye: The Return (side two)”, antes que tirem do ar novamente! [clique aqui para baixar!]


#clipe De Leve lança “Estalactite” - por Carol PatrocinioDe Leve é um daqueles MCs que fazem brotar um sorriso no meu rosto assim que eu escuto a voz. Mas dessa vez ele me fez chorar. Só que espera um pouquinho. Pra entender do que eu to falando, você precisa conhecer uma outra história.
Há alguns anos De Leve sumiu. Eu, que sou apenas fã, fiquei pensando o que teria acontecido. E há algum tempo me contaram: o MC foi pai. Porra, que legal – eu, que sou mãe de dois moleques, pensei. E descobriu que o filho tinha autismo. E aí, o que aconteceu depois, vai te fazer ter ainda mais respeito pelo cara: De Leve foi à faculdade, aprender sobre essa característica do filho e transformar sua própria realidade. Puta pai, puta cara legal, puta energia boa ver alguém largando tudo por amor.
E é sobre essa história que fala a música. Quando notei isso, meus olhos encheram de lágrimas. Imagino o desespero de um pai ao ter a notícia de que seu filho funciona diferente de você, que tem outras necessidades e que você vai precisar desbravar um mundo muito além da paternidade/maternidade – que já é suficientemente assustadora – para dar o que ele precisa.
Tem gente que deixa o medo paralisar, tem gente que manda ele embora e usa a adrenalina que ficou para evoluir. De Leve evoluiu.
Sobre o clipe? É poético. Não há outra maneira de descrever. O que importa ali é a música, é ver um cara dando uma puta lição de vida e de amor. É se encontrar no olhar do De Leve e do filho. É deixar suas sensações virarem de ponta cabeça e entender que é só uma mudança de ponto de vista.

#clipe De Leve lança “Estalactite” - por Carol Patrocinio

De Leve é um daqueles MCs que fazem brotar um sorriso no meu rosto assim que eu escuto a voz. Mas dessa vez ele me fez chorar. Só que espera um pouquinho. Pra entender do que eu to falando, você precisa conhecer uma outra história.

Há alguns anos De Leve sumiu. Eu, que sou apenas fã, fiquei pensando o que teria acontecido. E há algum tempo me contaram: o MC foi pai. Porra, que legal – eu, que sou mãe de dois moleques, pensei. E descobriu que o filho tinha autismo. E aí, o que aconteceu depois, vai te fazer ter ainda mais respeito pelo cara: De Leve foi à faculdade, aprender sobre essa característica do filho e transformar sua própria realidade. Puta pai, puta cara legal, puta energia boa ver alguém largando tudo por amor.

E é sobre essa história que fala a música. Quando notei isso, meus olhos encheram de lágrimas. Imagino o desespero de um pai ao ter a notícia de que seu filho funciona diferente de você, que tem outras necessidades e que você vai precisar desbravar um mundo muito além da paternidade/maternidade – que já é suficientemente assustadora – para dar o que ele precisa.

Tem gente que deixa o medo paralisar, tem gente que manda ele embora e usa a adrenalina que ficou para evoluir. De Leve evoluiu.

Sobre o clipe? É poético. Não há outra maneira de descrever. O que importa ali é a música, é ver um cara dando uma puta lição de vida e de amor. É se encontrar no olhar do De Leve e do filho. É deixar suas sensações virarem de ponta cabeça e entender que é só uma mudança de ponto de vista.


#single Os Alquimistas estão voltando…
Quem curte rap e acompanha a cena de perto sabe das dificuldades enfrentadas no dia a dia por um MC, um DJ, um grafiteiro ou b-boys e b-girls. Especificamente no rap, quantos MC’s você já viu rimar, pirou na ideia ou no flow, mas acabou nunca vendo um som ser lançado? Há quem prefira não botar nada nas ruas por opção, outros acabam engolidos pelo tempo ou pela correria, só que há aqueles que assumem status de lenda e, quando a esperança chega perto do fim, eis que o poder da música fala mais alto. 
Vários exemplos caberiam nessa história, só que hoje os holofotes são voltados para os Alquimistas, do ABC Paulista. Formado atualmente pelos MCs Blackalquimista, Nekaffi Edas e Scan-dLoop (também beatmaker) e o DJ Simão Malungo, o grupo foi um dos percussores da nova escola do rap e nasceu em 1998, na cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O único trabalho oficial lançado veio em 2000, o EP intitulado Demo e, desde lá, realiza shows em ocasiões especiais e mantém uma forte atuação social na região.
No ínicio desta semana, os Alquimistas voltaram à cena com o single "O Homem Que Queria Fazer Rap", que conta a história de um rimador e os obstáculos enfrentados para mostrar sua arte no país do futebol. Aos poucos, a narrativa que inicia em terceira pessoa assume um quê mais pessoal, em tom de desabafo, em meio a um beat marcado por um piano sinistrão e colagens de Simão Malungo.
Se ainda não conhecia, trate de buscar na web o EP Demo. Caso já conheça, curta a novidade sem moderação.

MAIS:Acompanhe novidades dos Alquimistas no site www.pelasruas.com.br.

#single Os Alquimistas estão voltando…

Quem curte rap e acompanha a cena de perto sabe das dificuldades enfrentadas no dia a dia por um MC, um DJ, um grafiteiro ou b-boys e b-girls. Especificamente no rap, quantos MC’s você já viu rimar, pirou na ideia ou no flow, mas acabou nunca vendo um som ser lançado? Há quem prefira não botar nada nas ruas por opção, outros acabam engolidos pelo tempo ou pela correria, só que há aqueles que assumem status de lenda e, quando a esperança chega perto do fim, eis que o poder da música fala mais alto. 

Vários exemplos caberiam nessa história, só que hoje os holofotes são voltados para os Alquimistas, do ABC Paulista. Formado atualmente pelos MCs Blackalquimista, Nekaffi Edas e Scan-dLoop (também beatmaker) e o DJ Simão Malungo, o grupo foi um dos percussores da nova escola do rap e nasceu em 1998, na cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O único trabalho oficial lançado veio em 2000, o EP intitulado Demo e, desde lá, realiza shows em ocasiões especiais e mantém uma forte atuação social na região.

No ínicio desta semana, os Alquimistas voltaram à cena com o single "O Homem Que Queria Fazer Rap", que conta a história de um rimador e os obstáculos enfrentados para mostrar sua arte no país do futebol. Aos poucos, a narrativa que inicia em terceira pessoa assume um quê mais pessoal, em tom de desabafo, em meio a um beat marcado por um piano sinistrão e colagens de Simão Malungo.

Se ainda não conhecia, trate de buscar na web o EP Demo. Caso já conheça, curta a novidade sem moderação.

MAIS:
Acompanhe novidades dos Alquimistas no site www.pelasruas.com.br
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#download Rincon Sapiência lança o EP SPGUETOBR
São Paulo, 15 de maio de 2014. O Brasil amanhece repleto de manifestações por diversas cidades, em diversos Estados. Em São Paulo, os protestos por moradia e anti-Copa (do Mundo) se espalham ao longo do dia, abalando a frágil estrutura da cidade e pautando a conversa do engravatado na Berrini, do cobrador de ônibus no Grajaú e dos meninos fazendo malabarismo no farol de um cruzamento da Avenida Paulista.
Por hora, pare um minuto, respire, e anime-se: Rincon Sapiência aka Manicongo acaba de lançar e disponibilizar para download seu novo EP, SPGUETOBR. São oito faixas, sendo duas bônus e, antes que você pergunte, sim, tem música de protesto no álbum, mas os temas variam e também falam de festa. Convencido?Baixe SPGUETOBR.MAIS:Rincón Sapiência lança clipe de “Profissão Perigo”

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